um dia, lá, onde acabam as palavras, acharei forma de partilhar o que vi do mundo

lugares repletos de pessoas esquecidas de si, sem tempo para ver o outro; lugares consumidos pela tragédia de

hojes despidos de ambição de amanhãs.

gente muita gente, muito chão caminhado, passos firmes, amortecidos pela simplicidade eficaz de um par de chinelos de borracha, usada, gasta, moldada pela vertigem dos caminhos.

a rua onde todos nos encontramos é uma pequena estrada que dá uma volta apertada ao mundo, nela nos cruzamos mas quase nunca nos tocamos. links, linhas, redes, acessos, velocidades, comunicações fáceis, tantas vielas tem essa estrada para nos fazer errar o caminho. tanta energia sofisticada utilizada para nos fazer acreditar que estamos juntos.

cuidar, tão somente cuidar, cuidarmos uns dos outros, nós, os que fazemos o percurso de chinelos, enchemos as ruas e sustentamos o alcatrão das estradas, sim, tu, eu e alguns outros podemos mudar a paisagem, landscape? eu prefiro landshape!

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