grafias alternativas, desenhadas na invisibilidade

“Os espaços estão impregnados de tensões, carregados de problemas, repletos de vontades, memórias e angústias abafadas. As populações, nas suas ações diárias, constroem, nas palavras de Milton Santos (2006) através das sua práticas o território.

Apesar da relevância dos percursos efetuados, as marcas que produzem são maioritariamente invisíveis, as representações territoriais oficiais excluem as suas realidades, mascaram os seus problemas e tentam anular os efeitos da sua presença.
Impõe-se a atribuição de visibilidade aos movimentos quotidianos de todos aqueles que caminham diariamente, dos que sobrevivem às investidas do mercado e não se rendem. Encontrar forma de salientar os imensos rastos, que pairam no espaço em virtude das práticas quotidianas, é um desígnio.”

(in, Livro de Projeto – Em Trânsito pela Criação de Lugares Indisciplinados, 2015)

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