das coisas (quebradas) nascem (outras) coisas

d’après Bruno Munari

É preciso, desde cedo, habituar o indivíduo a pensar, imaginar, fantasiar, ser criativo” (Munari, 2008, p. 225)

ficha técnica
dia: 25 outubro 2013
local: oficina de design
intervenientes: prof. Antónia e alun@s 12º CM1
proposta de trabalho: “quebrar a louça, com método”
materiais: martelo, louça variada, porcelanas, cerâmicas e vidros antigos
objetivo: “transformar cacos em peças de autoria”


A propósito do método de Bruno Munari, a oficina de design converteu-se (como habitualmente) num espaço indisciplinado.
Os miúdos e miúdas, trouxeram de casa a louça velha, a quinquilharia sem utilidade e os martelos.
Cientes da responsabilidade da tarefa, num ápice quebraram a louça toda.
Os jovens entusiastas compreenderam, com as suas próprias mãos, o potencial criativo da ruptura!

Um dos privilégios da profissão docente, que a maioria ignora ou declina, é a oportunidade de inspirar os alunos, para que ousem ampliar a realidade com inteligência e criatividade ! Quando esse ato supremo motiva o sorriso franco dos miúdos, a professora sorri também, por saber que o objectivo foi plenamente alcançado!
No dia em que se quebrou a louça, os sorrisos tomaram conta da oficina! O que surgiu em seguida foi a aplicação do método de Munari – a criação de umas quantas peças de autoria!

O progresso surge quando se simplifica e não quando se complica” (Munari, 2008, p. 153)


Criatividade não significa improvisação sem método: essa maneira apenas faz confusão e cria nos jovens a ilusão de se sentirem artistas livres e independentes. A série de operações do método projetual é feita de valores objetivos que se tornam instrumentos de trabalho nas mãos do projetista criativo. (Munari, 1981)

A memorização de dados corretos, no momento adequado, ajuda a viver melhor, fornece as informações úteis no momento justo. Um indivíduo criativo é um indivíduo completo, que não tem necessidade de estar sempre recorrendo a peritos para resolver seus problemas” (Munari, 2008, p. 240)

Oficina de Design,
(des)orientada por
Antónia Marques

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