linhas soltas, do avesso

as ruas estão vestidas de paredes do avesso, consumidas de sol, riscadas de vento. as portas entreabertas baralham os sentidos, dentro está apenas o que não cabe cá fora. corredores fundos atravessam a morada, de um lado os quartos, do outro as salas. planta simples, lugar comum, onde corre a brisa dos afectos. telhados rasos, […]

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de chinelos

dia 4 de janeiro de um ano recém estreado, na rua outra vez, de chinelos e tudo está onde sempre esteve, nada parece realmente novo. aproxima-se o transporte, aquele autocarro que seguirá em agitado diálogo com as curvas e as rugas da estrada. balançar, agarrar, suster, prender, equilibrar, ajeitar, empurrar e encaixar até sair ou […]

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um dia, lá, onde acabam as palavras, acharei forma de partilhar o que vi do mundo

lugares repletos de pessoas esquecidas de si, sem tempo para ver o outro; lugares consumidos pela tragédia de hojes despidos de ambição de amanhãs. gente muita gente, muito chão caminhado, passos firmes, amortecidos pela simplicidade eficaz de um par de chinelos de borracha, usada, gasta, moldada pela vertigem dos caminhos. a rua onde todos nos […]

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