{"id":694,"date":"2017-08-04T21:24:33","date_gmt":"2017-08-04T21:24:33","guid":{"rendered":"http:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/?page_id=694"},"modified":"2024-02-21T10:50:35","modified_gmt":"2024-02-21T10:50:35","slug":"ilha","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/ilha\/","title":{"rendered":"ilha"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ilha\u00a0<\/strong>projeto art\u00edstico que vai de lugar em lugar e se estende em terra plana, \u00e1rida, talhada pela quentura do sol.<br \/>\nCruzando lugares, combinando geografias, apreciando o sol e o calor ardente que anima e faz bulir, devagarinho, os p\u00e9s!<br \/>\nNavegando entre grafias e tratados, da terra a arte brotar\u00e1, em forma de ilha, \u00ednsula ou ipu\u00e3.<\/p>\n<p><strong>Na mala de pano estrangeiro, as ferramentas e os materiais [7 agosto 2017]<\/strong><br \/>\nTenho comigo os l\u00e1pis, trouxe o azul esmeralda, o verde \u00e1gua, os ocres, os amarelos e tamb\u00e9m os vermelhos.<br \/>\nTenho a caneta preta fina, o pincel largo, os l\u00e1pis 4,5 e 6 B, a borracha e os marcadores de feltro.<\/p>\n<p>Tenho comigo os pap\u00e9is mais finos e delicados, tenho tamb\u00e9m os mais grossos, porosos, os de aguarela e os de registo.<br \/>\nNuma mala pequena tenho as fitas, as colas, as molas e os fios, tesoura e outras ferramentas de corte, r\u00e9guas e pano mal cozido.<br \/>\nNuma caixa de madeira emprestada guardei as ilhas, irregulares peda\u00e7os de papel, sobre as quais desconhe\u00e7o o destino.<br \/>\nDa estante trouxe tr\u00eas livros, um de Saramago e dois do Germano.<br \/>\nOrganizado, dobrado, combinado, est\u00e1 tudo bem guardado, numa mala que trago sempre comigo, linda, de cart\u00e3o, forrada com pano estrangeiro.<br \/>\nTenho comigo o que me faz falta,<br \/>\nna mala de pano estrangeiro guardo os materiais,<br \/>\nem mim conservo tudo o resto.<br \/>\nTenho os sons, as cores, os cheiros,<br \/>\ntenho os rostos, os tra\u00e7os, os jeitos<br \/>\ntrouxe tudo das ilhas,<br \/>\nonde habitei por um bocado.<\/p>\n<p><strong>De Santiago veio a gente, o azul, o milho e a enxada<\/strong><br \/>\nSantiago ilha do Atl\u00e2ntico, combina com Alentejo,<br \/>\npartilham a \u00e1gua do mesmo mar,<br \/>\npartilham a exaust\u00e3o provocada pelo mesmo sol,<br \/>\npartilham a sede, a m\u00fasica como interven\u00e7\u00e3o e a falta de cereais para o p\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas plan\u00edcies douradas do Alentejo h\u00e1 espa\u00e7o para desenhar na paisagem a gente que habita a ilha de Santiago.<br \/>\nNeste deserto alentejano faltam todos os que abalaram.<br \/>\nFalta o azul uniforme, que desfila no corpo das crian\u00e7as, muitas meninas e meninos alinhados na beira da estrada, da Praia at\u00e9 Assomada, por onde fazem caminho at\u00e9 \u00e0 escola,<br \/>\nfalta gente nesta paisagem alentejana.<\/p>\n<p>Cante alentejano combina com batuco cabo-verdiano,<br \/>\nna g\u00e9nese a mesma for\u00e7a, aquela arrancada \u00e0s profundezas da alma<br \/>\nque se traduz numa inexplic\u00e1vel vontade de existir e colectivamente intervir.<\/p>\n<p>Alentejo terra dif\u00edcil, despida, esventrada, deserta, cruelmente esquecida e abandonada.<br \/>\nNo teu solo dourado, com uma enxada de ferro, ser\u00e3o depositadas as sementes do milho, outrora esperan\u00e7a de Santiago.<\/p>\n<p><strong>Da terra dourada vir\u00e1 tudo o resto<\/strong><\/p>\n<p>No dia 8 de agosto, na plan\u00edcie dourada do Baixo Alentejo se far\u00e1 caminho para cruzar etapas de uma eterna viagem!<\/p>\n<figure id=\"attachment_798\" aria-describedby=\"caption-attachment-798\" style=\"width: 2300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-798 size-full\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-21-\u00e0s-19.09.40.png\" alt=\"\" width=\"2300\" height=\"1430\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-21-\u00e0s-19.09.40.png 2300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-21-\u00e0s-19.09.40-300x187.png 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-21-\u00e0s-19.09.40-768x477.png 768w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-21-\u00e0s-19.09.40-1024x637.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2300px) 100vw, 2300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-798\" class=\"wp-caption-text\">Ilha [\u00e0 mesa &#8211; reunindo companheiros de viagem] Saramago &#8220;Um escritor \u00e9 um homem como os outros: sonha. E o meu sonho foi o de poder dizer deste livro, quando o terminasse: &#8220;isto \u00e9 o Alentejo.&#8221; Dos sonhos, por\u00e9m acordamos todos, e agora eis-me n\u00e3o diante do sonho realizado, mas da concreta e poss\u00edvel forma do sonho. Por isso me limitarei a escrever:&#8221;Isto \u00e9 um livro sobre o Alentejo&#8221;. Leva como t\u00edtulo e nome, para procurar e ser procurado, estas palavras sem nenhuma gl\u00f3ria &#8211; Levantado do Ch\u00e3o.&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_726\" aria-describedby=\"caption-attachment-726\" style=\"width: 4407px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-726 size-full\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ilhhhhaaa.jpg\" alt=\"\" width=\"4407\" height=\"2980\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ilhhhhaaa.jpg 4407w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ilhhhhaaa-300x203.jpg 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ilhhhhaaa-768x519.jpg 768w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ilhhhhaaa-1024x692.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 4407px) 100vw, 4407px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-726\" class=\"wp-caption-text\">Coisas da Ilha \/ Santiago, ilha do Atl\u00e2ntico, combina com Alentejo, partilham a \u00e1gua do mesmo mar, partilham a exaust\u00e3o provocada pelo mesmo sol, partilham a sede, a m\u00fasica como interven\u00e7\u00e3o e a falta de cereais para o p\u00e3o. Cante alentejano combina com batuco cabo-verdiano, na g\u00e9nese a mesma for\u00e7a, arrancada \u00e0s profundezas da alma, traduzida numa inexplic\u00e1vel vontade de deixar o corpo existir.<\/figcaption><\/figure>\n<p><figure id=\"attachment_729\" aria-describedby=\"caption-attachment-729\" style=\"width: 2347px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-729 size-full\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-22-\u00e0s-17.11.46.png\" alt=\"\" width=\"2347\" height=\"1282\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-22-\u00e0s-17.11.46.png 2347w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-22-\u00e0s-17.11.46-300x164.png 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-22-\u00e0s-17.11.46-768x420.png 768w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-22-\u00e0s-17.11.46-1024x559.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2347px) 100vw, 2347px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-729\" class=\"wp-caption-text\">ipu\u00e3, lugar habitado pelas cores de outro mercado [rabidantes da Cidade da Praia sobre lugar quieto, alentejano]<\/figcaption><\/figure><figure id=\"attachment_799\" aria-describedby=\"caption-attachment-799\" style=\"width: 1796px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-799 size-full\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-28-\u00e0s-19.27.52.png\" alt=\"\" width=\"1796\" height=\"1232\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-28-\u00e0s-19.27.52.png 1796w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-28-\u00e0s-19.27.52-300x206.png 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-28-\u00e0s-19.27.52-768x527.png 768w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-07-28-\u00e0s-19.27.52-1024x702.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1796px) 100vw, 1796px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-799\" class=\"wp-caption-text\">ilha [recortes de viagem]<\/figcaption><\/figure><figure id=\"attachment_727\" aria-describedby=\"caption-attachment-727\" style=\"width: 1939px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-727 size-full\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-21-\u00e0s-19.35.32.png\" alt=\"\" width=\"1939\" height=\"925\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-21-\u00e0s-19.35.32.png 1939w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-21-\u00e0s-19.35.32-300x143.png 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-21-\u00e0s-19.35.32-768x366.png 768w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-21-\u00e0s-19.35.32-1024x488.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1939px) 100vw, 1939px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-727\" class=\"wp-caption-text\">Da ilha, tudo o que trouxe est\u00e1 comigo. Falta o buli\u00e7o da gente mi\u00fada. Falta a alegria de acreditar na escola. Falta o azul uniforme que ilumina a paisagem. Falta gente a esta paisagem! Apesar de todas as faltas, \u00e9 poss\u00edvel combinar Santiago com Alentejo (in progress) [uniforme escolar da Cidade da Praia suspenso na Paisagem do Baixo Alentejo]<\/figcaption><\/figure><figure id=\"attachment_725\" aria-describedby=\"caption-attachment-725\" style=\"width: 1754px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-725 size-full\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-27-\u00e0s-15.43.33.png\" alt=\"\" width=\"1754\" height=\"1613\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-27-\u00e0s-15.43.33.png 1754w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-27-\u00e0s-15.43.33-300x276.png 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-27-\u00e0s-15.43.33-768x706.png 768w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-08-27-\u00e0s-15.43.33-1024x942.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1754px) 100vw, 1754px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-725\" class=\"wp-caption-text\">ilha, lugar azul sobre papel de aguarela [do guadiana ao tarrafal]<\/figcaption><\/figure>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_794\" aria-describedby=\"caption-attachment-794\" style=\"width: 1780px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-794 size-full\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-09-01-\u00e0s-00.39.04.png\" alt=\"\" width=\"1780\" height=\"1231\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-09-01-\u00e0s-00.39.04.png 1780w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-09-01-\u00e0s-00.39.04-300x207.png 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-09-01-\u00e0s-00.39.04-768x531.png 768w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Captura-de-ecr\u00e3-2017-09-01-\u00e0s-00.39.04-1024x708.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1780px) 100vw, 1780px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-794\" class=\"wp-caption-text\">Tempo fresco! Geleira azul, artefacto que permite estender o tempo entre a margem rendilhada do Alqueva e a orla agitada de Kebrakanela.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ilha\u00a0projeto art\u00edstico que vai de lugar em lugar e se estende em terra plana, \u00e1rida, talhada pela quentura do sol. Cruzando lugares, combinando geografias, apreciando o sol e o calor ardente que anima e faz bulir, devagarinho, os p\u00e9s! 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