{"id":4237,"date":"2026-07-04T18:28:04","date_gmt":"2026-07-04T18:28:04","guid":{"rendered":"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/?p=4237"},"modified":"2026-07-05T16:15:06","modified_gmt":"2026-07-05T16:15:06","slug":"a-classificar-tambem-estamos-a-ensinar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/2026\/07\/04\/a-classificar-tambem-estamos-a-ensinar\/","title":{"rendered":"Ao Classificar tamb\u00e9m estamos a Ensinar"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>MANIFESTO PELO DEVER DE RESISTIR AOS CAOS DOS EXAMES NACIONAIS 2026 <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pode o Carmo cair, pode at\u00e9 a Trindade abanar, mas o Ainda Ministro jamais se h\u00e1-de declarar culpado; tudo o que lhe \u00e9 dado a ver, ele recusa e olha para o outro lado. Ainda assim, assegura com a desfa\u00e7atez habitual: <strong>\u201cNunca nenhum aluno ser\u00e1 prejudicado.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, as garantias de Fernando Alexandre, assim como qualquer mentira, t\u00eam perna curt\u00edssima e colidem violentamente com a realidade: <strong>os alunos J\u00c1 est\u00e3o a ser prejudicados!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>E quem o confirma s\u00e3o os <a href=\"https:\/\/metaprof.pt\/exames2026\/#testemunhos\">testemunhos<\/a> dos <strong>professores classificadores,<\/strong> a quem coube a tarefa de apreciar, atrav\u00e9s dos ecr\u00e3s, como se extingue a credibilidade da Avalia\u00e7\u00e3o Externa, como se testa a elasticidade \u00e9tica e deontol\u00f3gica dos docentes e como se estoura, por decreto e sem apelo, com as expectativas dos alunos no culminar do seu percurso escolar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00c3ES E PAIS CLASSIFICADORES \/ SUPERVISORES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos <strong>Professores Classificadores \/ Supervisores<\/strong> <strong>(PCS)<\/strong>, com <strong>filhos envolvidos nos Exames Nacionais<\/strong>, esta agonia prolonga-se para dentro de suas casas, resultando numa dupla e perversa ang\u00fastia. Por um lado, sob o pretexto do &#8220;cumprimento do dever\u201d, os docentes sentem-se for\u00e7ados a validar o caos, classificando itens a retalho numa plataforma experimental em constante colapso; por outro, com a mesma m\u00e3o que obedece ao sistema, amparam a ansiedade dos <strong>pr\u00f3prios filhos enquanto aguardam pelo sorteio dessas in\u00edquas classifica\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estes <strong>PCS&#8217;s<\/strong>, <strong>simultaneamente pais e m\u00e3es<\/strong>, sabem perfeitamente o preju\u00edzo irrepar\u00e1vel que resulta deste processo. Conhecem, por dentro, a engrenagem do descalabro e, ainda assim, at\u00e9 ao momento, manifestam uma incompreens\u00edvel disponibilidade para cumprir a ordem de servi\u00e7o, mesmo sabendo que o servi\u00e7o n\u00e3o passa de um vergonhoso tratado de desordem. <strong>Haver\u00e1 limite para esta anu\u00eancia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"581\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RESISTIR-1024x581.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4250\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RESISTIR-1024x581.jpg 1024w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RESISTIR-300x170.jpg 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RESISTIR-768x436.jpg 768w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/RESISTIR.jpg 1065w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Direito de Resist\u00eancia <a href=\"https:\/\/diariodarepublica.pt\/dr\/lexionario\/termo\/direito-resistencia\">https:\/\/diariodarepublica.pt\/dr\/lexionario\/termo\/direito-resistencia<\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>DEVER DE RESISTIR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Que raio de esperan\u00e7a v\u00e3 passar\u00e1 pelas cabe\u00e7as dos <strong>classificadores<\/strong> e dos <strong>supervisores<\/strong>, <strong>pais e m\u00e3es de alunos classificados<\/strong>? Ser\u00e1 que ainda n\u00e3o perceberam que a \u00fanica forma de resgatar a integridade do processo de avalia\u00e7\u00e3o <strong>\u00e9 parar a loucura digital em curso<\/strong>, alegando o direito \u00e0 <strong>Resist\u00eancia, consagrado no Artigo 21.\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa<\/strong>?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o quero, em momento algum, acreditar que a obedi\u00eancia \u00e0 entidade patronal, clara e visivelmente desorientada, ter\u00e1 mais relev\u00e2ncia do que a defesa do futuro dos pr\u00f3prios filhos. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o, recuso acreditar nessa eventualidade, at\u00e9 porque a grande maioria dos pais e m\u00e3es, hoje professores, outrora, enquanto estudante, ter\u00e1 tido a coragem de derrotar com veem\u00eancia uma Prova Geral de Acesso (PGA)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem viveu esse per\u00edodo lembrar-se-\u00e1, com como\u00e7\u00e3o, da <strong>insurg\u00eancia<\/strong> e da<strong> justa contesta\u00e7\u00e3o<\/strong> dos alunos contra as <strong>Provas Gerais de Acesso (PGA)<\/strong>. Nessa altura, os estudantes, demonstrando um elevado sentido cr\u00edtico, numa coordena\u00e7\u00e3o exemplar, recusaram a resigna\u00e7\u00e3o: organizaram-se a partir da indigna\u00e7\u00e3o partilhada, agendaram encontros, convocaram manifesta\u00e7\u00f5es e ocuparam as ruas para gritar um inequ\u00edvoco <strong>&#8220;N\u00e3o&#8221; \u00e0 PGA<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>As grandes <strong>manifesta\u00e7\u00f5es do ensino secund\u00e1rio<\/strong>, de Norte a Sul do pa\u00eds, ocorreram em fevereiro e mar\u00e7o de 1992, <strong>logo ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o das provas<\/strong>. A <strong>contesta\u00e7\u00e3o <\/strong>foi de tal ordem que abalou os alicerces do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, desgastando irremediavelmente o mandato do ent\u00e3o Ministro Diamantino Dur\u00e3o e iniciando o <strong>processo de agonia da PGA<\/strong>, que acabaria por ser definitivamente abolida pela indigna\u00e7\u00e3o estudantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma altura, a tutela, encurralada pela for\u00e7a das reivindica\u00e7\u00f5es, procurou remediar o descalabro recorrendo a um expediente governamental bem conhecido: a&nbsp;<strong>engenharia de resultados<\/strong>. Tentou, atrav\u00e9s de uma indecorosa&nbsp;<strong>alquimia classificativa<\/strong>, inflacionar as notas para comprar a paz social e sufocar a dignidade dos estudantes. Por\u00e9m, essa manobra foi recusada e exposta em pra\u00e7a p\u00fablica, servindo para evidenciar a injusti\u00e7a do sistema e dar ainda mais for\u00e7a aos protestos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, <strong>perante o caos dos Exames de 2026<\/strong>, o perigo de o MECI recorrer a este mesmo&nbsp;<strong>populismo de avalia\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;\u00e9 iminente. Para abafar a balb\u00fardia que criou e calar a indigna\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, a tutela poder\u00e1 sentir-se tentada a emitir recomenda\u00e7\u00f5es informais para inflacionar artificialmente as notas. <strong>O pa\u00eds tem de estar alerta a este suborno de Estado<\/strong>: <strong>fingir que correu tudo bem distribuindo classifica\u00e7\u00f5es ilus\u00f3rias \u00e9 o esc\u00e1rnio supremo<\/strong>. <strong>N\u00e3o s\u00f3 mascara a incompet\u00eancia ministerial, como destr\u00f3i por completo o m\u00e9rito e a equidade, nivelando por baixo o futuro de uma gera\u00e7\u00e3o para salvar a face do Governo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso o Minist\u00e9rio recorra, hoje, a esse mesmo expediente, qual ser\u00e1 a resposta das fam\u00edlias?<\/strong> Aceitar a humilha\u00e7\u00e3o de uma nota inflacionada para comprar o sossego imediato, ou denunciar o logro que corrompe a sua integridade e o futuro dos seus filhos?&nbsp;<strong>Se a escolha for a aceita\u00e7\u00e3o desse artif\u00edcio, a gera\u00e7\u00e3o que outrora derrotou a PGA consumar\u00e1 a perda da sua mem\u00f3ria e do seu sentido cr\u00edtico, esquecendo a obriga\u00e7\u00e3o de passar o testemunho vivo de como se enfrenta a injusti\u00e7a provocada por um Governo prepotente. Aceder a esse suborno significa aceitar que a aud\u00e1cia de 1992 seja definitivamente substitu\u00edda pela cren\u00e7a de que a submiss\u00e3o e o sil\u00eancio s\u00e3o as \u00fanicas vias com valor de mercado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quero acreditar que sobrou alguma centelha desse tempo<\/strong>. Recuperemos os <a href=\"https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/manifestacoes-de-estudantes-contra-a-pga\/\">registos da RTP Mem\u00f3ria<\/a>. Tenhamos a coragem de ver com aten\u00e7\u00e3o os v\u00eddeos que guardam essas manifesta\u00e7\u00f5es de estudantes; resistindo \u00e0 nostalgia, sejamos capazes de estabelecer a analogia com o presente. O que mudou verdadeiramente? <strong>Deixaram de existir motivos para desencadear a contesta\u00e7\u00e3o ou&nbsp;<strong>ter\u00e1 a coragem sido desmaterializada e, tal como as <em>p\u00e1ginas de continua\u00e7\u00e3o<\/em> desta farsa digital, enviada para lugar incerto?<\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"969\" height=\"625\" src=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Captura-de-ecra-2026-07-04-as-18.45.29.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4242\" srcset=\"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Captura-de-ecra-2026-07-04-as-18.45.29.jpg 969w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Captura-de-ecra-2026-07-04-as-18.45.29-300x193.jpg 300w, https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Captura-de-ecra-2026-07-04-as-18.45.29-768x495.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 969px) 100vw, 969px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/manifestacoes-de-estudantes-contra-a-pga\">https:\/\/arquivos.rtp.pt\/conteudos\/manifestacoes-de-estudantes-contra-a-pga<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A ILUS\u00d3RIA <em>IMUNIDADE DE GRUPO<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Num momento de fundamental relev\u00e2ncia &#8211; em que a saga do caos nos Exames de 2026 aparenta n\u00e3o ter data para acabar, este abismo que separa a coragem de 1992 da passividade de hoje, assenta numa ing\u00e9nua e perigosa cren\u00e7a numa esp\u00e9cie de <em><strong>imunidade de grupo<\/strong><\/em>. H\u00e1 uma insurg\u00eancia que se imp\u00f5e, mas os mais incautos preferem apostar na ilus\u00e3o de que, se a maioria aguentar o embate e a m\u00e1quina continuar a andar, a <strong>in\u00e9rcia do grupo acabar\u00e1 por salvar as classifica\u00e7\u00f5es do seu educando<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, sabemos bem que nesta mat\u00e9ria a <strong>imunidade<\/strong> jamais ser\u00e1 garantida de forma <strong>equitativa<\/strong>. Ao apresentar a <strong>reaprecia\u00e7\u00e3o de provas<\/strong> como a sa\u00edda de emerg\u00eancia deste caos, o Minist\u00e9rio ultrapassa os limites da dec\u00eancia institucional para entrar, diretamente, no territ\u00f3rio da desonestidade moral. Empurrar o descalabro do sistema para o labirinto das <strong>reaprecia\u00e7\u00f5es individuais <\/strong>significa, na pr\u00e1tica, avan\u00e7ar para a <strong>desmaterializa\u00e7\u00e3o dos danos<\/strong>. <strong>O Estado falha no coletivo, mas fragmenta o preju\u00edzo, transformando o colapso t\u00e9cnico em milhares de trag\u00e9dias individuais, onde a vida escolar de cada aluno fica suspensa numa plataforma em colapso e confinada ao isolamento de um ecr\u00e3<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tudo se encaminhar nesse sentido, o desfecho ser\u00e1 cruel:<strong> o processo de salvamento ser\u00e1 radicalmente diferente consoante a capacidade financeira e os conhecimentos legais dos encarregados de educa\u00e7\u00e3o.<\/strong> Aqueles que pagaram milhares de euros em col\u00e9gios privados e explica\u00e7\u00f5es de elite n\u00e3o v\u00e3o ficar \u00e0 espera da &#8220;alquimia burocr\u00e1tica&#8221; do Minist\u00e9rio. <strong>Nos bastidores, longe da cena medi\u00e1tica, movem-se j\u00e1 os procedimentos legais, os requerimentos cir\u00fargicos e os l\u00f3bis administrativos para blindar judicialmente as notas dos seus educandos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <em><strong>imunidade de grupo<\/strong><\/em> \u00e9 um embuste temporal desenhado para que os <strong>filhos das fam\u00edlias com parcos recursos paguem a fatura da incompet\u00eancia digital, enquanto os mais afortunados garantem a sua salva\u00e7\u00e3o pela via da litig\u00e2ncia discreta nos gabinetes e nos tribunais<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A PROTESTAR TAMB\u00c9M ESTAMOS A EDUCAR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A &#8220;serenidade&#8221; recomendada pela tutela serve apenas para alimentar a <strong>ilus\u00e3o de uma imunidade de grupo<\/strong>. Enquanto aceitarmos que o colapso do sistema ser\u00e1 resolvido com o as reaprecia\u00e7\u00f5es, cuja metodologia ningu\u00e9m esclarece ou garante, o Minist\u00e9rio continuar\u00e1 a declinar responsabilidades. Fernando Alexandre decide tudo de forma autocr\u00e1tica: recusa o di\u00e1logo, decreta adiamentos unilaterais e ainda acusa as fam\u00edlias de imprud\u00eancia por terem agendado f\u00e9rias, pelo que, em \u00faltima inst\u00e2ncia talvez tenha de ser ele a classificar as Provas dos Estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Aguardar passivamente por uma reaprecia\u00e7\u00e3o individual &#8211; e pagar taxas por erros que n\u00e3o cometemos &#8211; \u00e9 cair na armadilha de um Minist\u00e9rio que usa e abusa dos ecr\u00e3s para conter a indigna\u00e7\u00e3o e ganhar tempo. <strong>A submiss\u00e3o a esta farsa digital \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o destrutiva<\/strong>. Que exemplo de cidadania estaremos a dar aos nossos filhos se perante esta injusti\u00e7a permanecermos serenos, confinado que o sistema em colapso ser\u00e1 capaz de, em data incerta,&nbsp; resolver o problema.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O tempo para aguardar serenamente por solu\u00e7\u00f5es est\u00e1 esgotado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Perante a <strong>arrog\u00e2ncia de quem governa contra a realidade<\/strong>, o <strong>sil\u00eancio \u00e9 uma fatal coniv\u00eancia<\/strong>. Para vencer a <strong>desmaterializa\u00e7\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o<\/strong>, temos de <strong>materializar a indigna\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u00c9 preciso quebrar  o cerco digital, erguido em torno do futuro dos estudantes, com a presen\u00e7a f\u00edsica: sair \u00e0 rua, voltar \u00e0s escolas, em PAPEL, para dar nota da indigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta <strong>resposta f\u00edsica<\/strong> exige o <strong>bloqueio do processo na origem<\/strong>, <strong>recusando fechar classifica\u00e7\u00f5es sem atas de ocorr\u00eancia digital<\/strong>. Exige a <strong>uni\u00e3o presencial das fam\u00edlias nas secretarias das escolas<\/strong>, <strong>formalizando a entrega de declara\u00e7\u00f5es de indigna\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>recusando taxas<\/strong> para <strong>pagar reaprecia\u00e7\u00f5es evit\u00e1veis<\/strong>,  transformando a ang\u00fastia individual numa exig\u00eancia massiva da resolu\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos provocados pelo Caos dos Exames 2026. <\/p>\n\n\n\n<p>Exige-se, acima de tudo, honrar o legado de 1992, devolvendo a cidadania \u00e0 rua. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>O futuro dos estudantes n\u00e3o se delega a um algoritmo nem se resolve numa plataforma em colapso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A protestar tamb\u00e9m estamos a Educar!<\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f3nia Marques <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MANIFESTO PELO DEVER DE RESISTIR AOS CAOS DOS EXAMES NACIONAIS 2026 Pode o Carmo cair, pode at\u00e9 a Trindade abanar, mas o Ainda Ministro jamais se h\u00e1-de declarar culpado; tudo o que lhe \u00e9 dado a ver, ele recusa e olha para o outro lado. 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