{"id":717,"date":"2017-08-25T15:33:42","date_gmt":"2017-08-25T15:33:42","guid":{"rendered":"http:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/?p=717"},"modified":"2021-05-03T15:01:55","modified_gmt":"2021-05-03T15:01:55","slug":"ilha-residencia-artistica-em-transito-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antoniamarques.pt\/blog\/2017\/08\/25\/ilha-residencia-artistica-em-transito-2\/","title":{"rendered":"da planura alentejana"},"content":{"rendered":"<p>ilha, \u00ednsula, ipu\u00e3<\/p>\n<p>Projeto art\u00edstico que andou de lugar em lugar e se estendeu em terra plana, \u00e1rida, talhada pela quentura do sol.<br \/>\nCruzando lugares, combinando geografias, apreciando o sol e o calor ardente que animou e fez bulir, devagarinho, os p\u00e9s!<br \/>\nNavegando entre grafias e tratados, sob sol t\u00f3rrido em ch\u00e3o escaldante, fez-se o caminho para chegar a ipu\u00e3.<br \/>\nIpu\u00e3, lugar de ouro, perto de Marwan, habitado por uma quietude que se entranha e nos entorpece!<br \/>\nO corpo, ainda que adormentado, celebra ver-se tomado por um calor deliciosamente arrebatador!<br \/>\nEm ipu\u00e3, \u00e9 certo, quentura combina com planura!<br \/>\nA paisagem, tanta e amarela, aparenta estar quieta, ilude o observador mais desprevenido, exortando os seus sentimentos mais buc\u00f3licos mas, basta que nos demoremos um pouco mais, para entendermos que o tamanho de tal ilus\u00e3o \u00e9 apenas proporcional \u00e0 pressa \u00a0do viajante.<br \/>\nA paisagem, tanta e amarela, \u00e9 retrato cru de enredos, tramas, novelas, narrativas, est\u00f3rias, intrigas, projetos de gl\u00f3ria abruptamente interrompidos, mas \u00e9 sua sina sobreviver, persistir, resistir, ora penteada de oliveiras, ora remexida pela fome cega de animais \u00e0 procura de pasto, n\u00e3o tem descanso! Pode estar despida de gente, mas jamais perde a fortuna, a irrequietude, n\u00e3o deixa fugir o seu estranho encanto!<br \/>\nNum lugar assim, gosto de estar, a minha inquietude rebelde sente-se em boa companhia, aprecio o abra\u00e7o robusto, valente e franco que irrompe da terra e me envolve! Ah doce e honesta brisa carregada de poeira, que acaricia e se inscreve indelevelmente na pele!<br \/>\nEm Ipu\u00e3 h\u00e1 tempo para apreciar o l\u00edquido dourado, seiva preciosa, ver o jeito delicado como desliza, ao deitar-se devagar num peda\u00e7o de p\u00e3o alentejano.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ipu\u00e3 - lugar de azeite sobre p\u00e3o alentejano\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/s2Y6E7o7aGA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ilha, \u00ednsula, ipu\u00e3 Projeto art\u00edstico que andou de lugar em lugar e se estendeu em terra plana, \u00e1rida, talhada pela quentura do sol. 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