Muitos celebram o pagamento das dívidas antigas como uma vitória final, esquecendo que o pouco que se conquistou foi arrancado com esforço e muita luta, e não por benevolência institucional. Outros vêm nas sucessivas rondas de negociação um sinal de vitalidade democrática. Contudo, sob a superfície desta normalidade, desenha-se uma estratégia de gestão de silêncios. Esta ‘serenidade’ induzida é uma armadilha: ela prepara a derradeira etapa que, em dezembro de 2026, pretende resolver a falta de professores através da extinção da própria designação da carreira e da alteração profunda das nossas funções.
Se não pararmos este processo agora, a passividade de hoje obrigará, amanhã, a esforços reivindicativos descomunais para tentar recuperar o que foi entregue sem resistência. O que se segue é uma análise sobre a ‘Engenharia da Passividade’ que molda o futuro da nossa profissão e a fundação da nova AGSE. Eis o retrato da nossa submissão.
Read More