“O Território do medo, Cidade Velha (ilha de Santiago) foi um dos espaços de passagem das oficinas de mapeamento coletivo, primeira cidade construída pelos europeus nos trópicos e primeira capital do arquipélago de Cabo Verde. Um lugar repleto de vestígios de uma pesada herança, onde o medo se faz presente e paira sobre as perspetivas […]
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Lugar comum. Gente comum. Senso além do comum. Existe conforto nos lugares de sempre, nos rostos frequentes, nos dias que se sucedem iguais, no fluir do tempo sem novidade. Pela manutenção dos dias comuns há que agarrar forte, com as duas mãos, as regularidades do quotidiano, fincar os pés em terra usada, negar sempre o prazer […]
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“Através do isolamento do sujeito do rendimento, explorador de si próprio, não se forma qualquer nós político com capacidade de ação comum (…) Aquele que fracassa na sociedade neoliberal do rendimento responsabiliza-se a si próprio e envergonha-se, em vez de por em questão a sociedade ou o sistema.” “No regime neoliberal de auto-exploração, cada um […]
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ousadia. franqueza. licença. desassombro. demasiada familiaridade. Durante um tempo, quase eterno, acumularam-se layers de medos diversos Medo do vizinho, medo do amigo, medo do moço da esquina, medo do barbeiro, medo da senhora do peixe, medo do professor, medo do doutor, medo imenso dos ativos servos do senhor que ditava os destinos. Medos mesquinhos alimentaram […]
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encontros, achados, deslumbrados, lugares apressados, habitados até às raízes exuberantes, lotados de vida, consumida por ausências intermináveis, saudades indeléveis, firmam a inscrição, definem o gesto, uma, outra, qualquer privação se ocupará do resto. nos rostos a emotividade contida,no corpo a sensibilidade adiada, estou aqui, não me vês? células individuais cerradas evitam, atrasam a eclosão, inibem […]
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