Histórias de Vida – Exposição de Fotografia O projeto de fotografia a “Histórias de vida” teve como motivação fundamental envolver os jovens alunos na compreensão, através da experimentação, dos processos inerentes à criação artística, desde que surge a vontade íntima e individual de criar até à apresentação pública do trabalho produzido. A evolução tecnológica tem permitido […]
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a prática artística acontece, não necessita de autorização ou carta de alforria. danados projetos, como é valente a curadoria do povo, como é ilustre o patrocínio da sua entrega desprendida. inesquecível o conforto do abrigo, abraço quente e genuíno, arrojada a coragem da instituição dos que ousam dar a mão. ato supremo de liberdade! arte […]
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Prova de vida 25 de janeiro de 2016, 10h11 dia seguinte à eleição de Marcelo para Presidente da República embaixada portuguesa em Cabo Verde, sala de espera achada de santo antónio cidade da Praia Santiago De novo na Embaixada, ontem vim cá para votar, hoje venho para certificar papéis e contratos. Encontro uma quantidade considerável […]
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Que ou a pessoa que não tem com que pagar o que deve. Vidas insolventes derramadas nos “classificados” do jornal, tragédias individuais meticulosamente talhadas, simples detalhes de uma ambiciosa agenda de transformação social, é a crise senhores, é a crise! Estas “vidas” de onde se eclipsou o poder financeiro para pagarem o que devem, são […]
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landshape 01. As ruas estão vestidas de paredes do avesso, consumidas de sol, riscadas de vento. As portas entreabertas baralham os sentidos, dentro está apenas o que não cabe cá fora. Corredores fundos atravessam a morada, de um lado os quartos, do outro as salas. Planta simples, lugares comuns, onde corre a brisa dos afectos. […]
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economia bidon cabe tudo dentro de um bidon amarfanhando, enrolando, amachucando, ajeitando até atingir o vácuo amontoam-se vestígios de identidades várias prontos a usar para remendar outros cenários no bidon cabem os despojos de vidas que se expõem na soleira dos mercados sangue azul, doses vitais alimentam sucessivas fragilidades materiais etiquetas agarradas a peças jamais […]
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“Os espaços estão impregnados de tensões, carregados de problemas, repletos de vontades, memórias e angústias abafadas. As populações, nas suas ações diárias, constroem, nas palavras de Milton Santos (2006) através das sua práticas o território. Apesar da relevância dos percursos efetuados, as marcas que produzem são maioritariamente invisíveis, as representações territoriais oficiais excluem as suas […]
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Medo? ou tão só uma insuportável herança? O poder político em Portugal no decurso dos últimos 40 anos, em sintonia com uma agenda global, especializou-se na agilização de expedientes burocraticamente corrosivos, através dos quais desmorona continuamente os conceitos de liberdade, democracia, justiça. educação e cultura. A quem serve este processo de desgaste e descredibilização das […]
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um dia, acredita essa espécie de gente empedernida que sim, certamente um dia um dia tudo será diferente, um dia, será dia de cumprir as promessas um dia as vinganças prometidas tomarão o seu lugar entretanto, um, dois, três e muitos outros dias se fazem instalar fica longe, demasiado longe para voltar lá, onde essa […]
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de novo num lugar de passagem, estação efémera, entre caminhos desenho outras viagens. contemplo a população local, rapidamente confirmo, são efetivamente resultado de uma seleção natural, nos lugares assim, outrora dedicados à coisa pública, foram-se operando transformações horrendas, a obra criada pelas mãos de muitos, para ser e servir a todos, foi sendo tomada, adulterada, moldada […]
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na terra dos consensos autoritários, eis que surge engalanado o fascismo social é o anti-depressivo, dizem os submetidos, o culpado desta trágica redenção! eh, pá não me incomodes, não me perguntes nada deixa-me ser absurdo só quero curtir o meu alprazolam rejeito entrar na complexidade, odeio o mundo das liberdades! lê-se, no rosto apático, de […]
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o meu sol por um banco baixo de madeira para sentar na beira da estrada e ficar rabidar umas quantas conversas e ficar simplesmente ficar
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“O Território do medo, Cidade Velha (ilha de Santiago) foi um dos espaços de passagem das oficinas de mapeamento coletivo, primeira cidade construída pelos europeus nos trópicos e primeira capital do arquipélago de Cabo Verde. Um lugar repleto de vestígios de uma pesada herança, onde o medo se faz presente e paira sobre as perspetivas […]
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Lá onde tem gente, muita gente, com a intensidade da vida colada na pele Lá, gosto de estar
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Lugar comum. Gente comum. Senso além do comum. Existe conforto nos lugares de sempre, nos rostos frequentes, nos dias que se sucedem iguais, no fluir do tempo sem novidade. Pela manutenção dos dias comuns há que agarrar forte, com as duas mãos, as regularidades do quotidiano, fincar os pés em terra usada, negar sempre o prazer […]
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prova de vida, uma vez por ano, lá no átrio da embaixada (in progress)
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“Através do isolamento do sujeito do rendimento, explorador de si próprio, não se forma qualquer nós político com capacidade de ação comum (…) Aquele que fracassa na sociedade neoliberal do rendimento responsabiliza-se a si próprio e envergonha-se, em vez de por em questão a sociedade ou o sistema.” “No regime neoliberal de auto-exploração, cada um […]
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ousadia. franqueza. licença. desassombro. demasiada familiaridade. Durante um tempo, quase eterno, acumularam-se layers de medos diversos Medo do vizinho, medo do amigo, medo do moço da esquina, medo do barbeiro, medo da senhora do peixe, medo do professor, medo do doutor, medo imenso dos ativos servos do senhor que ditava os destinos. Medos mesquinhos alimentaram […]
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encontros, achados, deslumbrados, lugares apressados, habitados até às raízes exuberantes, lotados de vida, consumida por ausências intermináveis, saudades indeléveis, firmam a inscrição, definem o gesto, uma, outra, qualquer privação se ocupará do resto. nos rostos a emotividade contida,no corpo a sensibilidade adiada, estou aqui, não me vês? células individuais cerradas evitam, atrasam a eclosão, inibem […]
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Exercícios gráficos realizados à sombra de uma oliveira.
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al deia paisagem livre, ampla, esteticamente generosa nua, em pele, carne e osso, deixa-se mirar o encanto dói, entranha-se demoro-me por aí aguardo, anseio pelo calor tórrido espero que venha capaz de derreter a borracha dos meus chinelos ficar, perceber, inscrever, ler as estórias fitar as memórias, revolver a terra, esfolar os dedos levantar a […]
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